O “Assassino Silencioso” O câncer de ovário é um dos tumores ginecológicos mais letais, muitas vezes diagnosticado em estágios avançados devido à falta de sintomas específicos no início.
A princípio; Cerca de 70% dos casos são descobertos quando a doença já está disseminada (estágio III ou IV).
Além disso; Esse número elevado compromete muito a saúde a qualidade de vida de muitas mulheres em todo o mundo.
Tipos Principais do Câncer de Ovário
Epitelial (90-95% dos casos) – Surge nas células que revestem o ovário.
Inclui subtipos como seroso, endometrioide e mucinoso.
Tumores de células germinativas (5%) – Mais comum em mulheres jovens.
Tumores estromais (1-2%) – Originam-se no tecido produtor de hormônios.
Fatores de Risco
✅ Idade (mais comum após os 50 anos, risco aumenta com a idade).
✅ Histórico familiar (especialmente mutações BRCA1/BRCA2, síndrome de Lynch).
✅ Nunca ter engravidado ou ter tido a primeira gravidez após os 35 anos.
✅ Terapia hormonal pós-menopausa (principalmente estrogênio sem progesterona).
✅ Endometriose (aumenta risco do tipo endometrioide).
✅ Tabagismo (associado ao tipo mucinoso).
Fatores Protetores do Câncer de Ovário
✔ Uso de anticoncepcionais orais (reduz risco em até 50% com uso prolongado).
✔ Amamentação e múltiplas gestações.
✔ Laqueadura tubária e histerectomia (reduzem a exposição a carcinógenos).
Sintomas (Geralmente Tardios e Inespecíficos)
Além disso; Inchaço abdominal persistente (sensação de “barriga inchada”).
Dor pélvica ou abdominal.
Dificuldade para comer ou saciedade rápida.
Mudanças no hábito intestinal (diarreia/constipação).
Perda de peso inexplicável.
Micção frequente ou urgência urinária.
Todavia; Muitas mulheres ignoram os sintomas, confundindo-os com problemas digestivos ou menopausa.
Diagnóstico
Exame pélvico (pode detectar massas, mas muitas vezes falha em estágios iniciais).
Ultrassom transvaginal (avalia os ovários e possíveis tumores).
Ressonância magnética ou Tomografia (PET-CT) – Para estadiamento.
Contudo; Exame de sangue CA-125 (não é específico, mas ajuda no monitoramento).
Todavia; Biópsia cirúrgica (confirmatório, geralmente durante a cirurgia de remoção).
Tratamento (Depende do Estágio)
Cirurgia (Principal Método Curativo)
Salpingo-ooforectomia bilateral + histerectomia (remoção de ovários, trompas e útero).
Citorredução máxima (remoção de todo tumor visível, crucial para melhor prognóstico).
Quimioterapia
Carboplatina + Paclitaxel (padrão para a maioria dos casos).
Terapia-alvo (PARP inibidores – Olaparib, Niraparib) – Para mutações BRCA.
Bevacizumabe (Avastin) – Anti-angiogênico para tumores avançados.
Imunoterapia (Em Estudos)
Ainda não é padrão, mas em testes para casos resistentes.
Sobrevida e Prognóstico
Estágio I (localizado): Sobrevida em 5 anos ~ 90%.
Estágio II: ~ 70-80%.
Atualmente; Estágio III (disseminado na pelve/abdômen): ~ 30-40%.
Estágio IV (metástases distantes): ~ 15-20%.
Além disso; Uma dica importante: A maioria dos casos (70%) é diagnosticada em estágio III/IV, onde a cura é rara.
Prevenção e Rastreamento
Contudo; Não há rastreamento eficaz (exames de rotina como CA-125 e ultrassom não reduzem mortalidade).
✔ Mulheres com mutação BRCA1/BRCA2 podem considerar ooforectomia preventiva após os 35-40 anos.
✔ Atenção a sintomas persistentes (inchaço + dor pélvica por mais de 2 semanas).
Por Que é Tão Letal?
Enfim; Diagnóstico tardio (sintomas vagos e falta de exames preventivos eficazes).
Metástase precoce (disseminação para peritônio, fígado e pulmões).
Recorrência frequente (mesmo após tratamento, muitos casos voltam).
Se tiver histórico familiar forte ou mutações genéticas conhecidas, consulte um oncogeneticista para avaliação de risco.
Lembre-se: informação é um dos melhores aliados da prevenção e do diagnóstico precoce.
Cuide-se sempre e não hesite em buscar acompanhamento médico se notar algo diferente em sua saúde.
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