Principais Acidentes de Trabalho: Conheça e Saiba Como Prevenir.
A princípio; A segurança no ambiente laboral é um tema que deve estar no centro das atenções de qualquer empresa.
Afinal, os acidentes de trabalho não afetam apenas a saúde do colaborador, mas também a produtividade, o clima organizacional e até a imagem da instituição perante a sociedade.
Contudo; Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), milhões de pessoas sofrem acidentes ocupacionais todos os anos, sendo que muitos poderiam ser evitados com medidas de prevenção e conscientização.
Portanto, conhecer os tipos mais comuns de acidentes é fundamental para reduzi-los e proteger a vida dos trabalhadores.
Neste artigo, vamos explorar os principais acidentes de trabalho, seus impactos e, principalmente, as formas de prevenção, seguindo as diretrizes de saúde ocupacional e programas como o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).
O que é um acidente de trabalho?
De acordo com a legislação brasileira, acidente de trabalho é todo evento inesperado e não planejado que ocorre durante o exercício das atividades profissionais e que resulta em lesão corporal, doença, redução temporária ou permanente da capacidade de trabalho e, em casos mais graves, até mesmo em óbito.
É importante destacar que não apenas os acidentes típicos, como quedas e cortes, são considerados acidentes de trabalho.
Todavia; Também se enquadram nessa categoria os acidentes de trajeto (ocorridos no caminho entre casa e trabalho) e as doenças ocupacionais relacionadas ao tipo de atividade exercida.
Principais tipos de acidentes de trabalho
A seguir, apresentamos os acidentes de trabalho mais comuns no Brasil e no mundo, destacando as formas de prevenção para cada um deles:
1. Quedas
Atualmente; As quedas são uma das principais causas de afastamento no ambiente laboral.
Contudo; Elas podem ocorrer no mesmo nível, como tropeços e escorregões, ou em níveis diferentes, como quedas de andaimes, escadas e plataformas.
Prevenção: uso de EPI’s adequados (cinto de segurança, capacetes, calçados antiderrapantes), sinalização correta de áreas de risco e instalação de guarda-corpos.
Além disso, treinamentos frequentes ajudam a reforçar a atenção dos colaboradores.
2. Cortes e perfurações
Todavia; Esse tipo de acidente acontece frequentemente em setores como indústria, construção civil, saúde e alimentação.
Facas, máquinas e objetos pontiagudos são os principais causadores.
Prevenção: uso de luvas de proteção, manutenção constante de ferramentas e máquinas, além de capacitação no manuseio de objetos cortantes.
3. Choques elétricos
Os choques elétricos estão entre os acidentes mais perigosos, já que podem gerar desde queimaduras leves até parada cardíaca.
Profissionais da área elétrica, construção civil e manutenção são os mais expostos.
Prevenção: desligar a rede elétrica antes de qualquer manutenção, uso de ferramentas isoladas, luvas e botas específicas e treinamento especializado conforme as normas de segurança.
4. Acidentes com máquinas
Máquinas industriais sem proteção adequada ou mal utilizadas representam um risco elevado.
Atualmente; É comum ocorrerem casos de amputações, esmagamentos e lacerações.
Prevenção: instalação de dispositivos de segurança, manutenção periódica das máquinas, sinalização de risco e cumprimento rigoroso da NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos).
5. Queimaduras
Enquanto; As queimaduras são frequentes em cozinhas industriais, fábricas, laboratórios e até hospitais.
Elas podem ser causadas por contato com produtos químicos, fogo, líquidos aquecidos ou superfícies quentes.
Prevenção: uso de EPI’s térmicos, cuidados no armazenamento de produtos inflamáveis e ventilação adequada nos ambientes.
6. Acidentes de trajeto
Todavia; Muitos trabalhadores sofrem acidentes durante o deslocamento entre sua residência e o local de trabalho.
Apesar disso; Mesmo ocorrendo fora da empresa, eles também são reconhecidos legalmente como acidentes de trabalho.
Prevenção: manutenção de veículos da frota, incentivo ao transporte coletivo ou fretado e programas de educação no trânsito para motoristas e motociclistas.
7. Doenças ocupacionais
As doenças ocupacionais são tão prejudiciais quanto os acidentes típicos.
Entre as mais comuns estão as Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT), problemas de coluna por má postura, doenças respiratórias causadas pela exposição a poeira ou produtos químicos, além de doenças de pele.
Prevenção: adoção de medidas de ergonomia, pausas regulares durante a jornada, exames médicos periódicos previstos no PCMSO e melhoria da ventilação dos ambientes de trabalho.
Consequências dos acidentes de trabalho
Apesar disso; Os impactos de um acidente laboral não se limitam ao trabalhador.
Para a empresa, eles podem gerar:
- Afastamentos prolongados e perda de produtividade.
- Custos elevados com indenizações, tratamentos médicos e substituições de mão de obra.
- Multas e processos judiciais, em caso de negligência.
- Prejuízos à imagem corporativa, comprometendo a reputação da organização.
Já para o colaborador, as consequências podem envolver dor, sequelas físicas, traumas psicológicos, redução da qualidade de vida e até incapacidade permanente para o trabalho.
A importância da prevenção
Contudo; A prevenção é a forma mais eficaz de reduzir acidentes de trabalho.
Apesar disso; Algumas medidas fundamentais incluem:
- Treinamentos periódicos sobre segurança.
- Fornecimento e fiscalização do uso correto de EPI’s.
- Cumprimento das Normas Regulamentadoras (NRs), como a NR-6 (EPI) e NR-12 (Máquinas e Equipamentos).
- Adoção de programas como o PCMSO, que garante a realização de exames médicos periódicos.
- Estímulo à cultura de segurança, onde cada colaborador se torna responsável por zelar pela sua saúde e pela do colega.
Conclusão
Conhecer os principais acidentes de trabalho é essencial para evitá-los e construir um ambiente ocupacional mais seguro.
Assim; Empresas que investem em saúde e segurança não apenas protegem seus colaboradores, mas também fortalecem sua produtividade e reputação no mercado.
Como médico do trabalho, reforço que a prevenção deve ser vista como um investimento e não como um custo.
Afinal, cuidar da saúde dos colaboradores significa preservar vidas, reduzir prejuízos e valorizar o capital humano que sustenta qualquer organização.
Por fim; a seguir dois novos artigos, esperamos que goste.