VÍRUS MPOX O QUE É, SINTOMAS, TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PREVENÇÃO
Introdução
Nos últimos anos, o mundo tem acompanhado com atenção o surgimento e a reemergência de doenças infecciosas causadas por vírus zoonóticos. Nesse contexto, o vírus Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, ganhou destaque global, despertando preocupação entre profissionais da saúde e a população em geral.
Embora não seja uma doença nova, sua disseminação recente em diversos países reforçou a importância da informação correta, da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção.
Portanto, neste artigo, você vai entender de forma clara e completa tudo o que precisa saber sobre o vírus Mpox: o que é, como surgiu, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico, quais são as opções de tratamento e, sobretudo, como se prevenir. Além disso, abordaremos os impactos na saúde pública e os principais mitos que ainda cercam essa infecção.
O que é o vírus Mpox?
O vírus Mpox é um vírus de DNA pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família do vírus da varíola humana. Apesar do nome popular anterior, a Mpox não se originou exclusivamente em macacos, mas sim em animais silvestres, especialmente roedores.
Inicialmente identificado na década de 1950, o vírus permaneceu restrito, por muitos anos, a regiões da África Central e Ocidental.
Entretanto, com o avanço da globalização, o aumento do contato humano com animais silvestres e as mudanças ambientais, o vírus passou a ser detectado em outros continentes, o que elevou seu status de importância em saúde pública.
Assim, compreender a Mpox deixou de ser um tema restrito a especialistas e passou a ser uma necessidade coletiva.
Por que o nome “Mpox” foi adotado?
Recentemente, o termo “Mpox” passou a ser oficialmente adotado por organizações internacionais de saúde. Essa mudança ocorreu, principalmente, para reduzir o estigma, evitar associações equivocadas com animais específicos e promover uma comunicação mais responsável.
Além disso, a nova nomenclatura contribui para uma abordagem mais científica e menos sensacionalista, favorecendo campanhas educativas e ações de prevenção mais eficazes.
Reservatórios naturais e origem zoonótica
Como se trata de um vírus zoonótico, a Mpox tem origem animal. Os principais reservatórios naturais conhecidos são:
- Roedores silvestres
- Pequenos mamíferos
- Alguns primatas
Nesse sentido, a infecção humana ocorre quando há contato direto com animais infectados, seja por meio de mordidas, arranhões, manipulação de carne crua ou secreções corporais.
Posteriormente, o vírus também pode ser transmitido de pessoa para pessoa, o que explica surtos urbanos e cadeias de transmissão sustentadas.

Como ocorre a transmissão do vírus Mpox?
A transmissão do vírus Mpox pode acontecer de várias formas.
Portanto, entender esses mecanismos é essencial para a prevenção.
Principais formas de transmissão
- Contato direto com lesões de pele de uma pessoa infectada
- Contato com fluidos corporais, como secreções respiratórias
- Contato prolongado face a face, especialmente em ambientes fechados
- Uso compartilhado de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis
- Contato íntimo ou sexual, especialmente quando há lesões ativas
Além disso, a transmissão pode ocorrer a partir de animais infectados, como mencionado anteriormente.
Vale destacar que, embora o contato íntimo seja uma via relevante, a Mpox não é classificada exclusivamente como uma infecção sexualmente transmissível, o que é uma confusão comum.
Período de incubação
O período de incubação da Mpox, ou seja, o tempo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos sintomas, geralmente varia entre 5 e 21 dias. Em média, os sintomas aparecem entre 7 e 14 dias após o contato.
Durante esse período, a pessoa pode não apresentar sinais evidentes da doença, o que dificulta a identificação precoce em alguns casos.
Principais sintomas do vírus Mpox
Os sintomas da Mpox podem variar de leves a moderados, sendo mais graves em pessoas imunossuprimidas, crianças e gestantes. De modo geral, a doença evolui em fases bem definidas.
Sintomas iniciais (fase prodrômica)
Inicialmente, o paciente pode apresentar sintomas semelhantes aos de uma infecção viral comum, como:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dor muscular
- Calafrios
- Fadiga intensa
- Aumento dos linfonodos (ínguas)
Esse aumento dos gânglios linfáticos é um diferencial importante, pois ajuda a distinguir a Mpox de outras doenças virais, como a varicela.

Sintomas dermatológicos (fase eruptiva)
Após alguns dias, surgem as lesões de pele, que passam por diferentes estágios:
- Máculas (manchas)
- Pápulas (elevações)
- Vesículas (bolhas com líquido)
- Pústulas (lesões com pus)
- Crostas
As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, genitais, região anal e outras partes do corpo. Com o tempo, formam crostas e cicatrizam.
Diagnóstico da Mpox
O diagnóstico do vírus Mpox é feito, preferencialmente, por testes laboratoriais específicos, principalmente a partir de amostras das lesões de pele.
Métodos diagnósticos mais utilizados
- Teste molecular (PCR)
- Avaliação clínica e epidemiológica
- Análise do histórico de exposição
É fundamental que o diagnóstico seja feito por um profissional de saúde, pois várias doenças podem apresentar sintomas semelhantes.
Tratamento do vírus Mpox
Atualmente, não existe um tratamento específico universal para a Mpox em casos leves. Na maioria das situações, a doença é autolimitada e os sintomas desaparecem em algumas semanas.
Abordagem terapêutica
- Tratamento sintomático (controle da dor e febre)
- Hidratação adequada
- Repouso
- Cuidados com as lesões de pele para evitar infecção secundária
Em casos graves ou em pacientes com maior risco, antivirais específicos podem ser considerados, sempre sob orientação médica.
Complicações possíveis
Embora a maioria dos casos evolua bem, algumas complicações podem ocorrer, como:
- Infecções bacterianas secundárias
- Cicatrizes permanentes
- Pneumonia
- Encefalite (em casos raros)
Por isso, o acompanhamento médico é essencial, especialmente em grupos vulneráveis.
Prevenção: como se proteger do vírus Mpox
A prevenção é, sem dúvida, a melhor estratégia contra a Mpox. Felizmente, diversas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de infecção.
Medidas preventivas fundamentais
- Evitar contato direto com pessoas com lesões suspeitas
- Não compartilhar objetos pessoais
- Manter boa higiene das mãos
- Usar equipamentos de proteção em ambientes de risco
- Evitar contato com animais silvestres
Além disso, a vacinação, quando indicada pelas autoridades de saúde, é uma ferramenta importante no controle de surtos.

Mpox e saúde pública
A Mpox representa um desafio relevante para a saúde pública global. Embora não tenha o mesmo potencial pandêmico de outras doenças virais, sua disseminação exige vigilância contínua, educação da população e resposta rápida dos sistemas de saúde.
Nesse cenário, a informação correta combate o medo, reduz o estigma e promove atitudes responsáveis.
Mitos e verdades sobre o vírus Mpox
- ❌ Mpox é uma doença exclusiva de determinados grupos – Mito
- ✅ Qualquer pessoa pode se infectar – Verdade
- ❌ Mpox sempre causa quadros graves – Mito
- ✅ A maioria dos casos é leve e autolimitada – Verdade
Conclusão
Em resumo, o vírus Mpox é uma infecção zoonótica relevante, que exige atenção, mas não pânico. Com informação de qualidade, medidas preventivas adequadas e acompanhamento médico, é possível reduzir significativamente os riscos e controlar a disseminação da doença.
Portanto, manter-se informado, adotar hábitos de higiene e buscar orientação profissional diante de sintomas suspeitos são atitudes fundamentais para a proteção individual e coletiva.
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